Mais um passo no processo de beatificação de dom Luciano Mendes de Almeida

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A arquidiocese de Mariana (MG) informou nesta semana que o Tribunal Eclesiástico da arquidiocese concluiu a fase diocesana do Processo de Beatificação do Servo de Deus dom Luciano Pedro Mendes de Almeida. Para o próximo dia 15, está marcada ima missa em Ação de Graças no Santuário Nossa Senhora do Carmo, em Mariana. Após a celebração, haverá uma sessão pública para as formalidades canônicas de encerramento da fase diocesana do processo.

De acordo com a arquidiocese, os trabalhos ultrapassam seis mil páginas, incluídos os anexos. Os originais ficarão arquivados e lacrados na cúria de Mariana e duas cópias serão encaminhadas à Santa Sé.

A celebração do dia 15 de junho será presidida pelo arcebispo emérito e administrador apostólico de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha. E contará com a presença de padres, diáconos, religiosos e religiosas, consagrados, seminaristas e fiéis leigos da arquidiocese, além dos familiares, bispos, confrades jesuítas, amigos e admiradores do Servo de Deus dom Luciano.

Falecido em 27 de agosto de 2006, em São Paulo, dom Luciano deixou sinais que levaram parte significativa do povo de Deus da arquidiocese de Mariana a relatarem ao então novo arcebispo, dom Geraldo Lyrio Rocha, uma autêntica e difundida fama de santidade. Depois de ouvir os devidos organismos de consulta da arquidiocese, constatando a importância eclesial da Causa, com o apoio de mais de trezentos bispos do episcopado nacional no encaminhamento da solicitação à Santa Sé, deu início à Causa.

O processo
De acordo com o postulador da fase diocesana, cônego Lauro Sérgio Versiani Barbosa, compete ao bispo diocesano de onde morreu o Servo de Deus ou àquele bispo a quem Roma transfere a competência mediante autorização do Bispo competente, a sondagem acerca das virtudes dos servos e servas de Deus. “Este foi o nosso caso: o cardeal de São Paulo, onde morreu dom Luciano, autorizou a transferência do processo para a arquidiocese de Mariana e a Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, assim o fez”, explica.

No dia 20 de maio de 2014, cônego Lauro fez o pedido de introdução da Causa de Beatificação e Canonização do Servo de Deus Dom Luciano, depois de recolher a documentação acerca da referida fama de santidade. Acolhendo favoravelmente o pedido do Postulador, dom Geraldo publicou a notícia, iniciou o inquérito diocesano nomeando os oficiais: delegado episcopal, promotor de Justiça e notários.

A instalação do Tribunal composto também por estes oficiais aconteceu em sessão pública, no dia 27 de agosto de 2014, Catedral da Sé, em Mariana. Para a função de delegado episcopal foi nomeado monsenhor Roberto Natali Starlino; para promotor de Justiça, o padre Geovane Luís da Silva (hoje bispo auxiliar de Belo Horizonte); para a função de notário atuário, o padre Edmar José da Silva e para a função de notária adjunta, Edite Reis da Paciência.

Dom Geraldo indicou como presidente da Comissão Histórica, formada por peritos em matéria histórica e arquivística, o padre jesuíta Carlos Alberto Contieri.

Sessões
Depois da sessão pública de abertura dos trabalhos, foram celebradas mais de cinquenta sessões para oitiva de mais de sessenta testemunhas, algumas indicadas pelo postulador e outras convocadas ex officio.

Foram indicados também censores teológicos para avaliação dos escritos do Servo de Deus, sobretudo os que foram publicados, quanto à fé e aos bons costumes.

Marcas históricas
Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida foi arcebispo de Mariana de 1988 a 2006, quando faleceu aos 75 anos. O arcebispo, da Companhia de Jesus, foi secretário geral (de 1979 a 1986) e presidente (de 1987 a 1994) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNNB), por dois mandatos consecutivos. Entre as marcas que deixou na conferência, foram destacados o dinamismo, a inteligência privilegiada, a dedicação incansável e o testemunho de amor à Igreja.

 

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