Província Eclesiástica realizou encontro da Pascom

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“Somos humanos e estamos em construção – A cultura da mídia exerce uma influência cada vez mais direta sobre as pessoas e suas relações. Por isso, é muito importante um encontro como este.  O fato de estarmos aqui, vivenciando e partilhando experiências de comunicação para a comunicação, nos faz pessoas que se preocupam de alguma maneira como a evangelização surte efeito pelos meios de comunicação, valorizando a dignidade da pessoa humana. Fico feliz em ver tão grande número de agentes e expressivos resultados em nossa arquidiocese, sobretudo em nossa província, que neste encontro, fortalece os laços e comunga com esta igreja em saída”.  Foi dessa forma que Dom José Alberto Moura encerrou sua fala no I Encontro Provincial da Pastoral da Comunicação da Província Eclesiástica de Montes Claros.

O encontro aconteceu na Casa de Nazaré, nos dias 9 e 10 de junho. Participaram 132 agentes de comunicação distribuídos nas dioceses: Januária, Janaúba, Paracatu e Montes Claros. O evento surgiu com a necessidade apontada pelos próprios agentes de comunicação para estreitar vínculos, trocar experiências e consolidar a caminhada pastoral já iniciada. De acordo com o Assessor Eclesiástico da Pastoral da Comunicação, Padre Fernando Soares, a partilha com as dioceses da Província serviu para fortalecer o vínculo e promover uma integração maior quanto ao trabalho de comunicação realizado nas comunidades, paróquias e dioceses.

Com uma significativa participação clerical, 16 padres passaram pelo evento. 12 deles concelebraram com o arcebispo coadjutor, Dom João Justino de Medeiros Silva no final da manhã de sábado.

Assessorado pelo coordenador da Pastoral da Comunicação do Leste2 (Minas Gerais e Espírito Santo), Marcus Tullius, somado às participações do  secretário executivo do Regional Leste 2 da CNBB, Padre Roberto Marcelino e o jornalista da Rede Record e agente da pastoral, Vinícius Rangel o trio deu um show de apresentação e alimentou os corações daqueles que desanimados, muitas vezes pela não estrutura encontrada em suas realidades, viram que podem fazer, do seu jeito, a comunicação ser propagada.

A primeira palestra foi do Secretário da CNBB – Leste2 Padre Marcelino que falou sobre a estrutura e como funciona o Regional. Assim, todos puderam entender como de fato está inserida cada diocese e qual seu papel dentro do Regional sobretudo na província.

Ao falar sobre espiritualidade, Dom João Justino apresentou aos participantes situações que são necessárias para desempenhar antes de tudo na igreja, o papel do cristão comunicador.

“Para nós comunicadores, devemos pensar na espiritualidade: “Não antepor nenhuma palavra às Palavras de Jesus Cristo. A espiritualidade se alimenta pela Palavra de Jesus. Quanto mais cresceres na espiritualidade, melhores comunicadores serão”, pontuou o arcebispo.

Em seguida, Vinícius Rangel, trouxe à tona, Fake News e Redes Sociais. De forma descontraída, levou os agentes que participaram de sua palestra a vivenciarem um outro jeito de fazer comunicação religiosa. “O humor, pode sim imperar nas redes. Porém de forma respeitosa”, afirmou o jornalista.

A mesa redonda composta pelo advogado Danilo Martins, pelo Delegado de Polícia e Diácono Permanente da Arquidiocese, Giovani Siervi, mediada por Marcus Túllius e Vinícius Rangel os quarteto levou ao público, um rico debate sobre os aspectos legais e crimes de internet em época de Fake News nas redes sociais.

No domingo, Marcus Túllius abordou o que é a Pastoral da Comunicação à luz do Diretório de Comunicação e Planejamento Pastoral. Ao iniciar sua fala disse: A comunicação não é especificidade da igreja. Nós apropriamos de elementos da comunicação para promover uma evangelização de resultados. Antecipou que o guia de implantação de pascom será lançado em julho no Encontro Nacional. O objeto de estudo e partilha que foi gerado na Arquidiocese de Diamantina como projeto piloto, é esperado por todos com ansiedade. Finalizou sua fala afirmando que a comunicação gera comunhão. “Se a minha comunicação não gera comunhão, ela não está de acordo com aquilo que se espera da comunicação. É preciso conhecer a realidade para saber do que o povo precisa, é necessário recuperar o espírito colaborativo neste mundo de individualismo, resgatar o senso de pertença”, concluiu.

As coordenações provincial e arquidiocesana agradeceram a presença de todos e propuseram que o encontro aconteça de dois em dois anos e que seja sediado em cada diocese da província em formato de rodízio. Assim, todos podem conhecer a realidade do outro.

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Fonte: Arquidiocese de Montes Claros

***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros

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