Papa Francisco encoraja a orar e vigiar neste tempo de Advento

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Antes de rezar o ângelus com os milhares de peregrinos que se reuniram neste primeiro Domingo de Advento na Praça de São Pedro, o Papa Francisco ressaltou que este tempo que antecede o Natal deve ser vivido em espírito de oração e vigilância, acrescido do espírito da caridade com os mais pobres.

“O Advento nos convida a um compromisso de vigilância, a olhar para fora de nós mesmos, ampliando nossa mente e nosso coração para nos abrirmos às necessidades de nossos irmãos e ao desejo de um novo mundo. É o desejo de tantos povos martirizados pela fome, pela injustiça e pela guerra; é o desejo dos pobres, dos mais frágeis e abandonados”, afirmou o Papa.

O Papa sublinhou que para “viver este tempo desde hoje até Natal”, é indispensável “vigiar e orar” e acrescentou que “nestas quatro semanas estamos chamados a sair de um modo de vida resignado e rotineiro, alimentando esperanças e sonhos para um novo futuro”, expressou.

“Este tempo é oportuno para abrir nossos corações, para nos fazer perguntas concretas sobre como e por quem gastamos nossas vidas”, assegurou.

O tempo do Advento, acrescentou, “trata-se de levantar-se e orar, de voltar nossos pensamentos e nossos corações a Jesus que está por vir”.

“Nós aguardamos Jesus e queremos esperá-lo em oração, que está estreitamente relacionada com a vigilância”.

“Mas qual é o horizonte de nossa espera em oração? Na Bíblia isto é assinalado sobre tudo pelas vozes dos profetas. Hoje é a voz de Jeremias, que fala com povo que foi submetido a duras provas pelo exílio e que corre o risco de perder sua própria identidade. Inclusive nós, os cristãos, que também somos o povo de Deus, arriscamo-nos a nos misturar e perder nossa identidade, de fato, para ‘paganizar’ o estilo cristão”.

Antes de rezar com todos a oração mariana do Ângelus, o Papa Francisco expressou:

“Que a Virgem Maria, mulher da espera e da oração, nos ajude a fortalecer nossa esperança nas promessas de seu Filho Jesus, para nos fazer sentir que, através das aflições da história, Deus permanece fiel e utiliza também os erros humanos para nos demonstrar sua misericórdia”.

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